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wpree grafite |
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costumava ficar invisível em dias de ressaca. seu celular morria aos domingos, ou ia à missa. fugiu para uma ilha na Grécia. engravidou. da ilha, claro. hoje dá de mamá a um arquipélago.
brasília, 1983.
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wSegunda-feira, Novembro 21, 2011 |
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Gente, estou migrando, enviando beijoca pro Blogger Brasil, depois de quase 10 anos.
Ele não me possibilita uma pancada de coisas legais e eu estou bem afim de possibilitar-me-a-mim-mesma coisas legais.
Sigo para http://www.preeleonel.blogspot.com, e em breve publicarei algo por lá. Sigam-me os bons. E os nem tão bons também.
publicado por pree grafite às 4:07 PM |
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wSegunda-feira, Setembro 05, 2011 |
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Eita, que saudade dos tempos que eu tinha tempo pra escrever!
Acho que não administro bem o meu tempo. Vou ali pensar sobre e já volto.
publicado por pree grafite às 12:29 AM |
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wSegunda-feira, Julho 04, 2011 |
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Estou de férias dos estudos. Do namorado, que voltou para o Peru. De tudo. Menos do trabalho. Hoje pensei no que faria após o trabalho. Pensei em ir à academia, já que há duas semanas não a freqüento. A considero chata, assim como todas as outras. O Pilates era caro. Mas a pele e os músculos andam esquisitos, os 28 chegam em 16 dias. Pensei em chamar uma amiga que mora próximo para beber algo aqui perto. Ela declinou o convite para ver a amiga que chegava de viagem. Pensei então em ir até as lojas do meu pai pendurar um jornal mural que criei para seus funcionários, um house organ. Preguei o negócio na parede, fui embora.
Passei no banco, estava escurecendo. Não consegui minha senha para o internet banking, que super me ajuda, mas a função estava desabilitada. Fui ao mercado da esquina. Comprei um birinight porque era mais barato que o sminorff ice e me deu nostalgia desses ices. Torradas integrais, atum, um tomate. Sabão em pó. Vim pra casa. Botei a roupa pra lavar. Vim para o computador escrever em outro blog, já que há muito não tenho inspiração para algo maior. Desinspiração novamente, daquelas boas, de preguiça boa. Já vou ler o livro que estou finalizando.
Por hora, decidi abrir o birinight. Na segunda a noite, que delícia não ter compromissos. Agora ouço Edith Piaf, fumo um cigarro de palha, escrevo pra um amigo francês, olho pra camisola velha que uso, tons verde água insosso, parecida com as que minha avó usava nos anos 80, mas que remetia aos anos 60. Tem flores feias bordadas. Edith. Piaf.
Me sinto desacelerando. Eu tinha esquecido do que era isso. Soa bom.
publicado por pree grafite às 7:41 PM |
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Estou iniciando um blógui pra dar uma força praqueles que, assim como eu, namoram à distância. Vamos dividir nossas experiências nos próximos capítulos, porque o negócio é árduo, ninguém acredita nele, mas a gente acha que é possível tentar. E, quem sabe, obter sucesso. Portanto, se você tem uma amiguinha ou amiguinho que tem um relacionamento assim e saiba ler em inglês, mandem ver: www.preeyvic.blogspot.com
publicado por pree grafite às 5:16 PM |
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wSábado, Junho 18, 2011 |
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Passei mto tempo fazendo tudo errado. Caguei com tudo. Desconstrução, confusão, caos. Caos gostoso, líquido, aquele que avisa das mudanças. Mas, como lembrar ser o caos construtor e libertário quando se está ainda no centro dele? Aquilo era escuro pra caralho. Mal me sabia, ninguém me sabia mais também, nem dona Clara.
Fugi pra Queen’s Park, voltei sabendo menos ainda, mas a vida acontece. Hoje aprendi (aprendi?) a (buscar) tentar mais leveza nessa transição, nessas constantes mudanças de percepção sobre nós mesmos, que vão sugindo como um bando de pop ups ordinários.
E enquanto espremia minhas espinhas das costas com unhas sujas de uma só mão, pensando em entrar pra yoga pra curar as ansiedades, a amiga russa que fala português e mora em Florianópolos me telefonou. Dizia que viria passar uns dias para negócios, coisa rápida, e que ficaria comigo.
A busquei no aeroporto, a deixei em uma linha de metrô e ela seguiu para ter com o milionário e fazer negócios russos esquisitos e grandes que cheiravam a máfia russa em um hotel. Ela nunca mais saiu do hotel e nem usou meus lençóis novos.
Mas me visitou 4 noites depois, porque o milionário armênio, a quem ela prestava serviços 24 horas de tradução para os tais negócios esquisitos, queria beber e sair do hotel pelo menos uma vez em sua estadia no cerrado. Era uma desculpa para nós duas nos vermos, enfim, e botarmos a vida em dia, digo.
Esqueci de dizer que era uma terça-feira, às 00h30, em Brasília, quando todos saímos do quarto de hotel número 42 e entramos no meu carro.
A ideia era que eu os levasse pra sair às 22h, os bares legais ainda estariam abertos na capital da lei seca a essa hora, mas milionário que é milionário faz pessoas esperarem. Ele me fez esperar 2h30 no quarto de hotel que eles usavam como escritório, para resolver sua vida de negociante excêntrico armênio esquisito, botar aquele cinto no meio do tórax e o casaco branco muito grande e kitch, e descer. "Não tava encardido", pensei. Pensei também em quem lavaria as roupas de um milionário. Mmmm.
Voltando.
Não nos sobraram muitas opções de entretenimento àquela hora. Uma delas era levar os caras pro Lago Paranoá e esperar um barco clandestino passar com drinks ilegais. Ao invés disso, botei a amiga e o milionário armênio dentro do meu carango 2003, junto com a amiga neta de condessa polaca dele (lôra, 50 anos, robusta, vestindo um longo vermelho e um salto alto, falava spanish).
Avisei antes que não haveria um local aberto após 1h, na tentativa de forçar uma desistência e a hipotermia, mas eles insistiram na aventura. Ok, tudo pela amiga. Rodei com eles próximos ao hotel, parei numa favela, me perdi, voltei, frio, não achamos nenhum estabelecimento aberto próximo.
Ele queria ver mulheres e achar um bar chique. Eu devia tê-lo levado pra um puteiro de luxo, mas como não conheço dessas coisas ainda, os levei pra minha casa, único lugar aberto às 1h35. Antes, passei num mercado 24 horas barato. Ele não torceu o nariz nenhuma só vez e nos comprou vinho, milho, azeitona e queijos caros, nessa ordem.
Minha vizinhança, como sabem, é hostil. Bêbados gritam às 2h. Os prédios tão ainda na cal. Confesso que eu também estava preocupada com a lembrança de ter visto, ao sair mais cedo de casa, uma barata morta perto da porta do vizinho ao lado. Tava envergonhada e sem copos de vinho, mas já era tarde, tudo foi acontecendo (sei lá como) e aconteceu: milionário sentado no puf, a filha de condessa se embebedando de vinho e falando sobre como aquele teria sido o melhor momento deles em Brasília. A amiga fez o papel de tradutora, arranhei mil espanhóis com a neta de condessa e viramos todos melhores amigos.
Elas vão agora criar um facebook para nos adicionar.
publicado por pree grafite às 8:29 PM |
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Sabe aquela coisa que a tia da gente ensina quando a gente é pirralho, de nunca ser ruim pra ninguém, porque um dia a vida dá voltas e essa pessoa pode ser alguém que pode te ajudar? Então.
publicado por pree grafite às 8:29 PM |
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